“Acarretar” é o que nos sobra
Do remorso, da culpa, das incertezas
Que a nós próprios apontamos,
E cada uma
Acarretamos, mesmo que de nós
Fujamos, para ignorar, para esquecer,
Para não ter que acarretar.
Somos acarretadores incansáveis,
De amores perdidos, de paixões
Que se esvaíram, de dores
Pelos que caíram e nos deixaram,
Sós, para que acarretássemos
A sua pesada herança,
E de sua vida
A acarretada lembrança.
Para quê “Acarretar”
Se não me quero julgar.

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